A origem de Fantomas

Quem é Fantomas? A pergunta ecoa desde 1911, quando foi criado pelos franceses Marcel Allain e Pierre Souvestre, em uma série de 32 romances, onde aparecia como um assassino cruel e mestre dos disfarces.  Ao longo do tempo, foram muitas encarnações – cultuado pelos surrealistas,  retratado por Magritte, Fantomas esteve ao lado de Cortázar, foi lutador de telecatch no Brasil, personagem de quadrinhos no México,  estrelou filmes e desenhos animados.

Penso nele (ou ele pensa em mim) faz tempo – um daqueles temas que ficam pipocando nas dobras do seu inconsciente até que você lhe dê atenção – ele aparece em desenhos de anos atrás, está (ainda sem que eu o percebesse como tal) na capa de meu fanzine e cheguei a ensaiar uns quadrinhos, mas foi um daqueles casos onde a forma não se  encontrava com o conteúdo.

Até que as peças caíssem no lugar e essa tira fosse criada. Fantomas é a máscara, o personagem aberto, um ícone para o que quisermos. Sua figura se mistura para mim com outros mitos – Mandrake, O Fantasma, Diabolik, Killing e outras tantas construções maravilhosas. Depois de muitos anos vagando por experimentações em todas as direções, está sendo muito rico apostar em um personagem de novo e ver a tira como uma janela por onde tudo pode passar, tudo cabe, tudo é possível.

Menos, é claro,  saber quem de fato é Fantomas.

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